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Aprendendo pra viver... | ||||||||||
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Conto quase que de... Natal ! Era quase fim do ano, um menino com vontade de crescer, mas cheio de dúvidas de como isso iria acontecer, lembrou que ouviu uma amiga contar, de um bom menino também que cresceu - mas como era mesmo a história ??? Não se recordava direito... parou pensou... hesitou... mas se lembrou que não era uma fábula ou um conto, daqueles que se aumenta um ponto, então pronto! – Vou tratar de procurar, mas como achar? Entre milhões de pessoas localizar uma alma crescida e amiga, para com ele compartilhar seu pesar...mas logo começou a procurar entre amigos dessa amiga que sem querer deixou escapar, a história desse menino que resolveu de frente a vida encarar – Consegui encontrar !!! Disse ele – Mas e agora como farei para minha história contar? Lembrou que o menino disse a todos encarar – Que bom filho era e nada poderia mudar!Foi assim que uma carta resolver começar... E lá se vai a carta com a duas histórias a se entrelaçar. Então... agora não tem mais volta ,ficou com medo, de que talvez por intrometer-se em sua história o crescido menino criasse uma revolta. Dias, meses, talvez horas, não é fácil de lembrar, pois muitas coisas estavam prestes a se revelar, traumas, choros, talvez risos e também gozos, não se sabe bem ao certo quanto tempo esperou, só se sabe que algum tempo se passou. Mas quando viu que uma carta com o nome do menino, que agora homem se tornou, e que o carteiro entregou, se pôs na leitura a devorar, e em sua vida também querer aplicar o que estava a carta a revelar. Mais algum tempo...algo mais precisava saber, esse menino grande queria conhecer. Conseguiu o telefone. Ligou. Lhe falou seu nome, e sem hesitar não parou mais de falar, indagar, murmurar, reclamar, pois na vida queria despontar, então percebeu que logo o acolheu, seus problemas e dúvidas logo entendeu. Conversa vai conversa vem, convidou-o pra conhecer o mundo e ver que nessa vida todo mundo tem o seu lugar, começou no peito a pular, o coração a acelerar, mas sem nem piscar resolveu aceitar – Mas como vou sair e nessa estrada a caminhar – então pensou nos mesmos passos percorrer sem da vida se esconder, começou a temer, mas logo do crescidinho tratou de escutar, que na vida cada um tem um caminho a trilhar – Aconteceu comigo pode ser que não contigo – preferiu entender, e dá vida conhecer. Alguns dias após a noite de Natal, saiu. Uma parte de mundo que pensava não existir,existiu. Logo como um filme de tevê, que um dia assistiu, viu tudo mudar, com seus calores e suas cores viu mundo, e só pode ir fundo, seu sorriso deixado pelo ar, a suspirar, se pôs a dançar, correr, pular, até o peito de alegria quase estourar. O dia vai a noite vem, não é possível que tão rápido passe o tempo quando se está bem. Tudo foi apresentado, com as devidas considerações, e muitas emoções. Não é possível que isso passe. E tão logo o dia nasce ... Foram embora cada um para seu lado, depois de um novo mundo apresentado. Do menino crescido só se sabe que tem vivido aventuras e aventuras, que por ventura sempre diz nas cartas enviadas,com histórias muito bem contadas. O menino que queria crescer, o que se sabe é esta crescendo, mas na vida agora faz por merecer, sempre dá a cara pra bater, mesmo que doer, mesmo que chorar, mas na vida com o que é mau não quer mais se acostumar. Escrito por vinnie às 02h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] E... Hoje eu queria ser outro Não ser eu Não ser mau Ser ninguém Ser quem não sou Algo que fizesse alegria Que trouxesse um frio na barriga Queria amar sem ter que chorar Eu sou o resto do que ficou no esquecimento Nada que eu tento tem força o bastante pra sobreviver... Eu sou o resto do que tenta sobreviver em mim... E só! Escrito por vinnie às 15h13 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Que estranho fim é o nosso! Estranho. Não digo triste, por não ser algo pavoroso como uma guerra ou um cataclisma, dor ou até mesmo muito sofrimento...digo isso porque é difícil compreender um fim para tudo, tentamos fazer tudo contra isso, e hoje em dia mais que nunca, plásticas, remédios, poções milagrosas, inventamos contos, fábulas sobre medo de crescer, viver eternamente como uma criança...Difícil mesmo é aceitar essa realidade. Por que? Será o medo do desconhecido? Não saber o que se espera do outro lado do túnel? Serão virgens? Serão ruas de ouro, rios de água cristalina, angústia, agonia e eterna dor, ou viver eternamente com a angústia de ser tudo perfeito, imútavel? Não sei se foram os nossos medos que criaram essas realidades fantasiosas ou se essas realidades que nos fizeram temer o depois, o fim, o fechar de olhos e o dinheiro para o barqueiro,sei que elas existem e se confundem entre nós, pobres, fracos, tristes mortais, sem super-força ou poderes extraterrenos, que nos façam vencer ou transpor essa finalidade que é crescer, reproduzir e morrer. O que seria crescer entre esses seres tão vulneráveis? Seria crescer o passar dos anos, o adquirir prestígio, o evoluir, o mudar de mente e descobrir realidades e brigar por elas como se não houvesse outra possibilidade de mundo? E reproduzir seria, se relacionar com alguém do sexo oposto para que dessa relação carnal, real, houvesse um ser tão parecido, tão cheio de características não físicas somente, mas de alguma maneira tão enraizadas seja genética ou influencial, que devam ser chamados de filhos? Seres mágicos, frutos que merecem uma consideração de se doar acima de qualquer coisa, acima de suas necessidades, acima de sentimentos, acima de qualquer reação contraria a própria existência, ou seria transformar, tornar algo tão seu, e reproduzir algo, idéias, fazer e acontecer mesmo, fazer nascer, não carnal mas idealmente, fazendo assim que outros possam também crescer? Mas e o fim? O que seria? O terminar da existência real, o fim do que eu posso ver e tocar, se transformando ou mutando para algo imaginário, algo intocado, invisível, jamais relatado, por alguém que foi e voltou, seja na mesma, ou em outra vida que seja, para nos tirar essas dúvidas, nos tirar o medo dessa transitoriedade que é morrer, talvez não exista nada, ou nada que seja tão medonho, ou que deva ser alvo de tantas preocupações, ou de ideal merecimento por boas ações ou pacto com alguém. Talvez seja algo tão natural como o cair das folhas das árvores, que servem como adubo, para germinar as sementes que caem dos seus frutos vigorosos, que foram reproduzidos, que cresceram e desenvolvam-se, talvez devamos somente servir de adubo para que outra flor apareça no lugar, e viva se perguntando o porquê de começar e terminar sem uma explicação a que não seja a passagem por essa vida. Será que existe um fim? Será ele triste? Serão coisas transcendentes a realidade?Será que somos alimento para gerações futuras, alimento emocional, alimento físico que se acaba após não ter mais o que dar, a não ser a própria existência, para que haja espaço onde crescer sem ter que disputar um lugar ao sol ou uma sombra confortável. Seria o fim a continuação de nós como perfeitos por aquilo que alcançamos, e reproduzimos? Seria a lembrança de quem fomos? Seria o nosso fim, o começo de algo maior, aqui mesmo entre os fracos e vulneráveis, e tão dispostos ao mesmo fim estranho e não explicado. Escrito por vinniebrian às 23h28 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Me sinto desesperar nesse momento. Por me roubarem a paz, roubarem o meu conforto de todos e não ser de ninguém. Algo me escorre por entre os dedos, e só de pensar em perder, me faz me sentir vazio novamente. Enlouqueço. Enlouqueço por estar perdido, perder o que construí com o pesar de não ser compreendido, me perco, me some a luz, toda água que desceu e que não volta mais. Só que, sinto um frio na barriga, e sei que me jogo em um abismo, embora o medo me faça entender onde vou cair. O medo dos outros, é o que me dá mais raiva. Falta atitude, força pra se jogar e se estatelar no chão de pedra, se preciso. Confuso...sinto ser roubado, me rouba tudo que eu acredito ou finjo acreditar, pois fingir é o meu melhor conceito, para fugir desse abismo, que não estou pronto, abismo seu , abismo meu, abismo que não queria encontrar, mas lá no fundo, na total ausência de som, ouço sua voz dizendo - achei você tão carinhoso-em meio a tanta gente, em meio a tanta libido, em meio a tantas possibilidades, pensei que fosse possível que você também não tivesse medo ,pensei que também estivesse se preparando, tentando fugir de tudo que é mais dolorido nessa vida, que pra mim é se encontrar e partir, deixar partido, em pedaços. Tenho medo. Sempre pensei que poderia fugir quando esse momento chegasse , pudesse criar asas, mas minhas asas são pequenas, talvez deformadas pela vida, talvez alguem tentou podá-las, não são bastante fortes para levantar todo o peso que carrego em mim desde menino. Tudo que sempre pensei ser possível não sentir, sinto agora, e é exatamente o que não queria, esse medo, essa estranha necessidade de completude. O que é isso ? Escrito por vinniebrian às 11h15 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O não Não! Não o quero Quero ou não? Não quero querer o não Mas,o quero querer Embora, o não tenha gosto de sim Um grito que há em mim A razão de dizer sim Porque o não é bom E o sim é ruim Pois o não tem um frissom Que num certo tom é sempre lembrado O sim é rachado Vem sempre num tom pesado Que para mim é ruim Não... Não o quero Pois assim chego a um fim Que esse sim Não o queria Escrito por vinniebrian às 12h22 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O ciclo da vida A vida que anda Que vai e vem A chuva que sobe e desce A gente que passa Pra lá e pra cá A vida que anda A máquina Que gira Que roda... Gigante! A vida que passa Que pára E não anda A chuva que chove E não molha A gente que passa Sem pressa Que fica, no caos... A máquina que pára Que não sobe Nem desce A chuva que sobe Calor! A chuva que desce Um rio... Um ciclo... A vida Que invade a gente Que luta Que sai... Que vai e não volta A máquina Sem óleo A vida Dura A gente que rala Que maquina Que finge Que chove e não molha Escrito por vinniebrian às 17h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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